O VOLUNTARIADO CRISTÃO
| O voluntariado cristão radica na pessoa e vida de Jesus Cristo. Ele deu o maior testemunho da sua dedicação ao próximo e deixou como regra de vida, para quantos O queiram seguir, o serviço dos outros. Primeiramente, apresentou-se como quem veio «não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por todos» (Mt. 20, 28). Depois realizou mesmo o que dissera ter vindo fazer: lavou os pés aos discípulos (Jo. 13, 1214), concluindo que dera esse exemplo para ser seguido. Finalmente, durante a Ceia, deu-se como "corpo" entregue e "sangue" derramado (cf. Lc. 22, 19-20) e expirou, entregando o espírito nas mãos do Pai, no alto da cruz (cf. Lc. 23, 46). E tudo isso, pode e deve entender-se como acto final de uma vida inteira voltada para os carenciados: os pobres, os pecadores, os marginalizados. |
A sua morte foi a suprema manifestação do amor que, n'Ele, se fez serviço gratuito à
"multidão" dos homens. Deus enviou-O ao mundo para que o mundo fosse salvo por
Ele (cf. Jo. 3, 17). «O amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus
enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que
está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou
o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (I Jo. 4, 9-10). Conscientes
da riqueza desta mensagem que ressalta da Pessoa e da Boa Nova anunciada por Jesus, os
primeiros homens, seus seguidores, entenderam bem, logo desde as origens do cristianismo,
qual era a sua missão neste mundo.
Guiadas pelos Apóstolos e inundadas pelo Espírito de Cristo, as comunidades primitivas
puseram em prática a dedicação ao próximo, com grande sentido de partilha, vivendo
unidas, pondo em comum os bens e distribuindo o dinheiro conforme as necessidades de cada
um (cf. Act. 2, 44-45).
E não o fizeram apenas no sentido social da partilha de bens materiais. Eles sentiam essa
necessidade de servir, porque «tinham um só coração e uma só alma» (Act. 4, 32).
Viviam unidos. E, antes de partilhar o pão da mesa, partilhavam a palavra, a oração, a
Eucaristia e o amor fraterno (cf. Act. 2, 42).
Conferência Episcopal Portuguesa
Copyright O AMIGO DO POVO - amigodopovo@sapo.pt
Produção: