A dor da viuvez
A Bíblia fala vastas vezes na viuvez e incita-nos a ajudar os órfãos e viúvas. Nesse tempo, à dor da ausência de marido juntava-se a pobreza, pois uma família sem homem tinha muita dificuldade em subsistir. Por isso os primeiros livros falam na obrigação do cunhado solteiro casar com a viúva. Hoje, felizmente, nos nossos países desenvolvidos, esse problema põe-se menos, mas existe outra pobreza: a sensação de abandono. Ajudar a viúva a encontrar ou a reforçar o equilíbrio humano e espiritual, normalmente abalado pela viuvez, é um dos grandes objectivos de movimentos de apoio a pessoas viúvas. No nosso tempo, têm surgido Movimentos cristãos organizados para apoiar afectivamente as pessoas em solidão. É o caso da Fraternidade de Nossa Senhora da Ressurreição que engloba viúvas jovens; o Movimento Esperança e Vida vocacionado para viúvas de todas as idades; e o Movimento Vida Ascendente, para pessoas idosas, viúvas ou não. |
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É que as pessoas que vivem em solidão precisam não
só da ajuda da Segurança Social ou dos Lares e Centros de Dia, mas também de se
sentirem fazendo parte da Comunidade maior que é a igreja e toda a sociedade. Se algumas
viúvas reagem naturalmente à viuvez, outras têm mais dificuldades em aceitar este
estado de vida.
Logo na primitiva comunidade cristã de Jerusalém havia a preocupação de ajudar as
pessoas órfãs e viúvas. E hoje que o número de viúvas é enorme, era bom que se
organizasse mais a pastoral de apoio a estas pessoas. Talvez estes movimentos pudessem
fomentar o aparecimento de grupos nas paróquias, sobretudo nas mais populosas.
M. V. P.