O culto da violência

Os tristes acontecimentos de Nova Iorque vieram, mais uma vez, lembrar que o nosso mundo está cheio de violência de toda a espécie. E parece que é impossível pará-la.

Referimos apenas alguns actos de violência dos últimos tempos:

Na Irlanda, em vários dias seguidos, crianças católicas são sujeitas aos maiores vexames por lealistas protestantes irlandeses, quando vão a caminho da escola de Holy Cross;

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No Brasil, seis portugueses são amarrados, assaltados, espancados e enterrados vivos, na cozinha do bar do português Luís Guerreiro;

Na América, Leslie Ann Wallace, de 39 anos, moradora na Flórida e mãe de três rapazes, resolveu matar os filhos. Primeiro, atingiu mortalmente com uma arma de fogo o filho mais pequeno de seis anos de idade. Em seguida dirigiu-se para a igreja onde estava o filho de 16 anos. À queima roupa voltou a disparar. Obcecada com a «missão», continuou caminho e foi directa ao local de trabalho do filho mais velho de 19 anos, Gregory. Este já tinha sido avisado pela polícia e escondeu-se. Quando foi apanhada, disparou contra os polícias.

Em Portugal, há poucos dias, mais uma vez um grupo de pelo menos vinte jovens, com idades entre os 14 e os 20 anos, atacou um comboio que fazia a ligação Setúbal–Barreiro, roubando e agredindo passageiros.

Os recentes ataques suicidas, nos Estados Unidos, não são actos isolados. Todos os atrás referidos semeiam a morte, o caos e o desespero. Até onde iremos?

A que se devem tais desmandos? Aos meios de comunicação, sobretudo à televisão e vídeos? À falta de educação cívica ou religiosa? Às leis permissivas?

Urge encontrar respostas.

 

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