Em perigo as fontes da vida

Lembram-se daquelas imagens da febre aftosa? Daqueles milhares de animais mortos ou a contorcer-se de dores? E das vacas loucas?... E dos peixes mortos aos milhões por descargas poluentes!?

Quem é que hoje come do comprado sem receio de ser envenenado? E nem água é fácil encontrar para beber, a não ser tratada.

Os hospitais estão cheios, às farmácias mesmo rurais não falta freguesia. Os médicos são sempre poucos.

Eis aí a Mãe Natureza a rir-se agora de nós. Temos ignorado as suas leis. Temos menosprezado a sua harmonia, temos maltratado esse chão que é nosso, semeando-o com toda a espécie de imundície. . . Pior! Temos espalhado veneno por tudo quanto é lado.

Agora, naturalmente, dói-nos esta vingança!

Costuma dizer-se que Deus perdoa sempre, o homem algumas vezes e a natureza nunca.

A política que os governantes deste nosso mundo estão a seguir continua a favorecer estas agressões. Em todos os campos.

A poluição continua cada vez mais agressiva. Usam-se químicos para tudo. Até para conservar os alimentos. E mesmo a educação dos mais novos vai nessa linha. Os jornais acabam de anunciar que a sida já fez 12 milhões de órfãos só na África. E que se espera que dentro em breve sejam 43 milhões. E todos sabemos que a grande causa desta e doutras doenças é a promiscuidade sexual. Que fazem os governos? Educam para a mudança de comportamentos? Exigem que os meios de comunicação tenham decoro e não excitem os instintos carnais?

Tudo ao contrário. Não se combatem as causas, procura remediar-se os efeitos. A sida está a espalhar-se assustadoramente? A prevenção apregoada é o uso de preservativos. Mesmo que eles tenham falhas de 20% é mais fácil do que recomendar a mudança de comportamentos. Há gravidezes de gente muito nova? Recomende-se o uso de químicos anticoncepcionais ou abortivos. Sempre é mais fácil do que guardar-se o acto sexual para o casamento. E assim vão as agressões à natureza. Até que a natureza não consinta mais ou, quem sabe?, até secarem as fontes da vida.

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