Unidade32.jpg (26429 bytes) Apelo à unidade

No próximo dia 18, começa mais um Oitavário de Oração pela unidade dos cristãos, que se prolonga até ao dia 25 de Janeiro. É uma iniciativa conjunta das diversas igrejas cristãs, já com muitas dezenas de anos, para pedir a Deus que todos os cristãos se dêem as mãos num esforço de comunhão com todos os outros cristãos.

Esta união de todas as Igrejas, que continua a ser um sonho, funda-se e tem a grande razão de ser na união que existe entre o Pai e o Filho: «Que todos sejam um, como tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti» (jo 17, 21). A união entre o Pai e o Filho é tão íntima que, com o Espírito Santo, formam um só Deus. Não pode haver união mais perfeita.

As Igrejas, sabendo muito embora que nunca poderão chegar a tal união, devem, contudo, continuar a esforçar-se por seguir este caminho, se querem dar verdadeiro testemunho do Cristo que anunciam.

Muito já se caminhou neste campo do ecumenismo, mas é necessário não parar. Na Carta Encíclica que João Paulo II dedicou particularmente à tarefa ecuménica, o Papa responde a esta interrogação: "No caminho ecuménico, rumo à unidade, a primazia corresponde, sem dúvida, à oração comum, à união orante de quem se reúne à volta do próprio Cristo. Se os cristãos, apesar das suas divisões, sabem unir-se cada vez mais em oração comum à volta de Cristo, crescerá neles a consciência de que é menos aquilo que os divide que aquilo que os une". (Ut unum sint, 22).

Este ano, devido à natural animosidade que se criou entre muçulmanos e cristãos com o atentado às Torres da América e consequente bombardeamento contra o Afeganistão, o Santo Padre programou um Encontro, em Assis, no próximo dia 24, entre todos os grandes líderes religiosos, mesmo não cristãos.