Testemunhos vivos

Um telefone no altar

O nosso tempo tem coisas que nem lembrariam ao diabo. No aspecto positivo e negativo. Mas como nesta secção só escrevemos sobre coisas positivas, vamos deixar de lado as outras.

Sabem os nossos leitores que em pleno Chiado de Lisboa, junto da Igreja do Sacramento, funciona um telefone para atender pessoas em aflição? Na capelinha está exposto o Santíssimo Sacramento. E no Altar, mesmo junto ao sacrário, está um telefone. Três grupos de voluntários se vão revezando de três em três horas. Quase sempre grupos de duas pessoas que rezam e atendem, quando o telefone toca. São voluntários que rezam e conversam pelo telefone com alguém que do outro lado da linha, expõe as suas preocupações, dúvidas ou angústias. Não estão ali para dar soluções mas para ouvir e levar as preocupações até Deus.

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Uma das senhoras é Maria Antonieta Santa Clara. É ela a coordenadora do projecto, nascido em 1992. A princípio, o trabalho foi garantido por dois diáconos permanentes.

Mas o serviço "SOS - Oração pelo Telefone" cresceu. Agora está disponível durante 50 horas semanais, num trabalho assegurado já por 27 voluntários. De todas as profissões: engenheiros, professores, médicos... À semana inicia às 10 horas e termina às 19.

Os voluntários são todos pessoas já empenhadas no trabalho das suas paróquias. A sua função é ouvir as pessoas, dar uma palavra de conforto, mas sobretudo levar os problemas a Deus, dando esperança às pessoas.

E as pessoas ligam mesmo. Tive esta experiência eu mesmo, telefonando para o "SOS - Oração pelo Telefone". Precisei de três tentativas, a horas diferentes, para obter ligação.

Não telefone por telefonar. Mas se precisa de ajuda, ligue o 213 424 882. Do outro lado da linha uma voz amiga ouvirá o que tiver para lhe dizer e o levará até ao Santíssimo Sacramento exposto. A oração irá decerto ter efeitos positivos na sua vida.

                                                                                                                                                M. V. P.