Testemunhos vivos

Missionária é "mulher do ano"

Chiara Castellani, ginecóloga, missionária leiga num hospital do Congo, é a nova "Mulher do ano 2001" em Itália.

A vencedora foi seleccionada entre vinte e duas candidatas propostas por vários organismos sobre o tema "O compromisso contra qualquer forma de escravidão".

O júri internacional, presidido pela princesa Maria Gabriela de Savoya, justificou a escolha de Chiara Castellani reconhecendo o seu «compromisso médico nas fronteiras do mundo, que a levou a trabalhar no meio de adversidades e contra um sistema aberrante de degradação da mulher».

«Aos sete anos decidi ser médica para ajudar os pobres» revelou a premiada, que se licenciou muito jovem na Universidade Católica de Roma. Aos 27 foi para a Nicarágua, onde esteve sete anos. Em 1989 trabalhou nas Nações Unidas, mas deixou o lugar, por considerar que o seu posto é «entre as pessoas simples».

Dedicada ao sofrimento dos outros, já sentiu a dor na primeira pessoa: um acidente no Congo deixou-a sem o braço direito. No entanto, aprendeu a escrever com a esquerda, passou a usar uma prótese. Hoje tem 45 anos e trabalha no Congo, um país devastado pela guerra.

Não só esta missionária, mas todos, homens e mulheres que trabalham desinteressadamente em favor dos pobres, merecem o nosso louvor. E dizem os jornais que, só no ano que há pouco terminou, foram assassinados 33 missionários. Destes 25 eram sacerdotes, 5 religiosas, um seminarista, uma voluntária leiga consagrada e um voluntário leigo.

Que o sangue destes mártires seja semente de novos cristãos, como afirmava Tertuliano, nos primeiros tempos do cristianismo.