Testemunhos vivos
Confissão de um ex-abortista
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Um dos grandes responsáveis pela prática de abortos nos Estados Unidos converteu-se, há já vários anos, à defesa da vida e explica como é que fizeram para que nos Estados Unidos fosse aprovada a permissão do aborto. Deixamos aqui, em resumo, a explicação do médico ex-abotista Bernard Nathanson: A primeira táctica foi persuadir os meios de comunicação social de que permitir o aborto era uma causa de pessoas esclarecidas e progressistas e que 60% dos americanos concordavam que se liberalizasse o aborto. Dissemos e repetimos que o número de abortos ilegais feitos anualmente nos E.U.A eram um milhão. Repetir a mentira incessantemente convence o público. |
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O número de mortes de mulheres devido a abortos ilegais era em torno de 200-250 anualmente. Passámos aos meios de comunicação o número de 10.000 mortes. Essas falsas estimativas criaram raízes na consciência dos americanos convencendo muitos de que precisávamos derrubar a lei contrária ao aborto. Outro mito que alimentámos na opinião pública foi que a legalização do aborto significaria somente que os abortos outrora feitos ilegalmente, a partir de então seriam feitos legalmente. Na verdade, é óbvio, o aborto está sendo utilizado como método de controle de natalidade nos EUA e o número anual de abortos aumentou em 1500% desde a legalização.
A segunda táctica foi aviltar sistematicamente a Igreja Católica e suas "ideias socialmente retrógradas" e apontámos a hierarquia da Igreja como os vilões que se opunham ao aborto. Esse tema foi repetido incessantemente. O facto de que outras religiões cristãs bem como não cristãs foram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente esquecido.
A terceira táctica foi o descrédito e a supressão de toda a evidência científica de que a vida começa na concepção.
Uma táctica pró-aborto favorita é a insistência em que isso é uma questão teológica, moral ou filosófica, tudo menos científica.«Perguntam-me com frequência as pessoas o que me fez mudar de abortista proeminente a advogado pró-vida? Em 1973, tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tinha que organizar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início do surgimento de uma grande tecnologia que hoje utilizamos diariamente para estudar o feto no útero – a ecografia. A fetologia traz uma evidência inegável de que a vida começa na concepção e requer toda a protecção e salvaguarda de que qualquer um de nós desfruta».
«Então porque é que há médicos que conhecem bem a vida intra-uterina dos fetos através das ecografias e continuam a destruir a vida das crianças em gestação?, tenho ouvido também. Respondo: Porque o aborto é uma indústria que movimenta muitos milhões. E com esses milhões prosperam as empresas abortistas e seus funcionários!»
M. V. P.