Testemunhos vivos
Sonhos da Irmã Teresa Granado
| Leio no Diário de Coimbra que a
responsável pela Comunidade Juvenil S. Francisco de Assis, em Coimbra, quer desenvolver
uma nova experiência para recuperação dos «adolescentes de alto risco, que andam nas
ruas a roubar e vão às aulas tratar mal os professores». E já escreveu uma carta à
eurodeputada Ilda Figueiredo, a pedir ajuda para iniciar um projecto de apoio a esses
jovens antes que eles «vão para a cadeia». Já aqui falámos da Irmã Teresa Granado, responsável daquela Comunidade há 37 anos, e que iniciou a sua vida religiosa na Congregação Franciscana Missionárias de Maria. É uma Mulher que não fica apenas a lamentar o mau comportamento da gente nova mas se entrega de alma e coração a proporcionar-lhes um futuro melhor. A Irmã sublinha que
estes adolescentes «têm aptidões», mas que «ainda não se pensou seriamente neles».
Por isso deixou a sugestão de que aqueles jovens, aos quais ainda não consegue dar
resposta, «fossem colocados em tendas militares com desportos radicais à escolha, para
canalizarem toda a sua raiva e agressividade». É que, frisa, «os jogos têm regras»,
à semelhança da vivência em sociedade. Neste projecto, os jovens teriam, ainda, a
possibilidade de desenvolver a criatividade, através do teatro ou das artes plásticas.
Mais tarde, seriam inseridos nas escolas normais. Mas antes passariam por este percurso,
entendido como uma espécie de fase intermédia de adaptação. |
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«Estes jovens devem ser tão ou mais ajudados do que os que se drogam. Foram vítimas do abandono, de abusos sexuais, de pobreza. E, no entanto, lutaram, brincaram e aprenderam. Ultrapassaram essas dificuldades, não se drogando. Mas chegando aos 18 anos, não há mais nada. Não podemos pôr na rua um jovem sem emprego que não tem família. Deviam ter uma residência noutro meio. É uma ajuda justa», sublinha Teresa Granado.
A Comunidade Juvenil é composta de cerca de 70 residentes que vivem numa pequena aldeia pré-fabricada, na freguesia de Eiras, concelho de Coimbra. Algumas dessas casas precisam de ser substituídas. Quem dera que algum dos nossos leitores desse uma ajuda substancial para isso!
M. V. P.