Testemunhos vivos

Contra a Sida castidade

A Sida é um flagelo que traz o mundo em sobressalto. E o número de pessoas infectadas não pára de crescer a cada ano e ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 40 milhões em todo o mundo. No ano passado, 4,9 milhões foram contagiados e estima-se que tenham morrido 3,1 milhões de pessoas. Destas, 500 mil eram crianças.
Mas o HIV/sida não é um problema exclusivamente dos países em desenvolvimento. Na Europa Ocidental e na América do Norte a doença está longe de ficar controlada. Se os tratamentos permitiram prolongar a vida dos infectados, alguns países como Portugal vêem aumentar os comportamentos de risco.
O seu aparecimento alarmou os governos, sacudiu as sociedades e interpelou as igrejas, as quais logo apontaram o caminho para o evitar: o regresso às normas duma vida moralmente sã, expressas na Lei que Deus deu aos homens, para os orientar. Outras Instituições e Organismos optaram por soluções mais fáceis, não sintonizadas com aquelas normas, e que estão longe de ter a eficácia que esperavam. E a Sida, na sua marcha apressada e sinistra, vai semeando ruínas e destruindo muitas vidas, sobretudo, de jovens.

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Em alguns países surgiram movimentos que procuram ir às causas do mal. É o caso do Uganda onde as autoridades decretaram a castidade antes do casamento. E os resultados estão à vista. E também o caso da América do Norte, em que a Igreja Baptista, uma das muitas igrejas protestantes, aponta desde há anos aos jovens a abstinência sexual até ao casamento. E neste a fidelidade um ao outro. E muitos jovens – para cima de 100 mil – tomaram o compromisso de nunca virem a ter qualquer experiência do sexo, antes do casamento. Por isso, recitaram as palavras do seguinte compromisso:

"O verdadeiro amor pode esperar. Comprometo-me perante Deus, perante a minha família, perante a minha noiva e futura esposa (perante o meu noivo e futuro esposo, disseram as raparigas) a conservar-me sempre puro(a) até ao dia do meu casamento".

Este é também o ensinamento da Igreja Católica. Porém, muitos responsáveis acham que as pessoas não são capazes disto. Mas se não aprendem a dominar os instintos também não são capazes de se proteger com o preservativo. E a doença avança, ceifando vidas e tirando a alegria de viver a muitos outros.

                                                                                                                                                                                   M. V. P.