Testemunhos vivos
| Toda a gente já ouviu falar nos U2, grupo
pop irlandês, que ainda há pouco esteve em Portugal e até foi condecorado pelo
Presidente da República por se dedicar a causas humanitárias. O que poucos saberão é
que o vocalista Bono, que também compõe grande parte das canções é um fervoroso
cristão católico, o que motiva todo o grupo a dedicar-se a essas grandes causas. Mão amiga fez-nos chegar um resumo de uma sua entrevista acerca do cristianismo, que consta do livro "À Conversa com Bono", cujo autor, o entrevistador Michka Assayas, fica subjugado pela exposição que Bono faz do cristianismo. Faz-se eco disso mesmo a revista WORLD MAGAZINE. Transcrevemos apenas algumas das suas respostas: «No centro de todas as religiões
está a ideia de Karma. Já sabes, o que tu fazes há-de voltar a ti: um olho por um olho;
um dente por um dente; ou em física - nas leis físicas - cada acção encontra outra
igual ou oposta. E então, chega esta ideia, chamada Graça, que acaba com tudo isto... O
amor interrompe, se queres, as consequências das más acções; o que, no meu caso, é
realmente uma boa notícia, porque eu fiz muitas asneiras.» |
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Não são as nossas boas obras o que nos abre as portas do Céu.»
«Olha, a resposta secular na história do cristianismo diz isto... "Era um grande
profeta, obviamente uma pessoa muito interessante. Tinha muito que dizer, na linha de
outros profetas, como Elias, Maomé, Buda ou Confúcio". Mas a realidade é que
Cristo não te permite dizer isto. Não te deixa sair por aí. Cristo diz: não, eu não
digo "sou um mestre", não me chameis mestre. Não estou a dizer "sou um
profeta". Estou a dizer: "sou o Messias". Estou a dizer: "Eu sou Deus
Incarnado". Assim o que fica é que ou Cristo era quem dizia que era (o Messias), ou
era um louco completo. A ideia de que todo o curso da civilização de meio planeta mudou,
que se virou do avesso, devido a um louco... para mim, isso é que seria incrível.»
E a revista WORLD MAGAZINE assinala que o jornalista de "hip rock"
tinha começado as suas perguntas num tom jocoso, mas, à medida que a conversa avançava,
ficava maravilhado com a exposição de Bono, como se nunca ninguém lhe tivesse explicado
a ideia da Graça, da salvação, da divindade de Cristo...
M. V. P.