Testemunhos vivos
Padre Américo no coração de seus filhos
| Poderia pensar-se que, tendo falecido há já 45 anos, o Padre Américo Monteiro de Aguiar estivesse mais ou menos esquecido. Mas não foi isso que testemunhei no dia 15 de Setembro, em que tive contacto com a Casa por ele fundada, em 1940, em Miranda do Corvo. Já há bastantes anos que não ia lá, mas um acantonamento de fim de semana com jovens que se preparam para receber o crisma já em Outubro próximo, a quem quis mostrar uma realidade familiar diferente da deles, proporcionou-me o contacto com a actualidade da obra daquele pedagogo e "pai dos pobres". |
No dia seguinte, e por feliz coincidência, estive na Senhora da Piedade de Tábuas com antigos "Gaiatos". O mais velho que ali estava falou-me com emoção das colónias de férias promovidas pelo P. Américo, ainda antes de fazer aquela Casa de Miranda. O P. Américo tinha sido para ele o "Pai". E um outro dizia que ele tinha sido o seu "Pai" e a sua "Mãe". Abençoado P. Américo e seus continuadores.
Biografia do P. Américo
| Américo Monteiro Aguiar, mais conhecido por "Pai Américo", nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de Outubro de 1887. Sentindo desde novo vocação para padre, não conseguiu a autorização do pai, que o encaminhou para o comércio. Trabalhou em Moçambique dos 18 aos 36 anos, e só aos 41 foi ordenado padre, em Coimbra, após ter contactado com outros seminários, que lhe negaram a entrada, por causa da sua idade. Contactando com um número grande de rapazes que viviam uma vida de miséria e abandono, teve a ideia de os ajudar. Primeiramente organizou colónias de férias com alguns desses rapazes. Por fim, começou a pensar numa ajuda mais duradoura. |
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Correu o país a pedir ajuda para a sua Obra e a dirigir as diversas casas por ele fundadas. Encontrou a morte, num desastre de viação, a 16 de Julho de 1956.
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