Testemunhos vivos

Jovens voluntários

A EQUIPA DE ÁFRICA caracteriza-se por ser constituída por um grupo de jovens universitários entre os 18 e os 30 anos, com vontade de transformar as suas vidas e fazer algo diferente nas suas férias para além da praia, sol e muita diversão, contribuindo para a construção do mundo que os rodeia, abdicando, assim, dos seus meses de verão, para ajudar aqueles que mais precisam.

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Surgiu em 1998 pela mão de 9 jovens universitários, pertencentes às Equipas de Jovens de Nossa Senhora, com o intuito de criar um projecto de acção social para dar resposta imediata às necessidades do povo moçambicano.

O projecto é composto por várias fases. Começa com uma preparação ao longo do ano com o intuito de consciencializar os jovens para o trabalho que vão realizar posteriormente. No início do mês de Agosto será a partida para o continente africano.

No terreno, cada grupo, constituído por 4/5 jovens, irá desenvolver trabalhos em diversas áreas complementares e interdependentes, nomeadamente na evangelização, educação, saúde e serviço comunitário, tendo como objectivo último a criação das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, em Moçambique,

A Equipa de África tem vindo a evoluir progressivamente. No ano transacto, foi alcançado o objectivo pelo qual as EJNS tanto esperavam. Foram constituídas três equipas: na Namaacha, em Ressano Garcia e na Moamba. Também foi possível estender a sua acção por várias zonas do território português (Madeira) e moçambicano (Maputo, Namaacha, Ressano Garcia).

No primeiro ano apenas 9 jovens tiveram conhecimento e possibilidade para dar resposta a este projecto, mas hoje, passados 4 anos, temos 30 jovens dispostos a assumir o risco de ir ao encontro de África, dos outros, da alegria de quem está longe e tanto de nós necessita mas que também tem tanto para nos dar e ensinar.

O nosso dia a dia é feito de pequenas rotinas a que todos nós estamos habituados - ir trabalhar para o hospital, dar aulas nas escolinhas, dar explicações para sistematizar conhecimentos adquiridos, estar com as pessoas. Porém, são os imprevistos que animam os nossos dias tomando-os únicos em cada dia de convívio com a comunidade.

Os benefícios deste género de acções são enormes. Quem parte em missão fica sempre marcado pela riqueza dos sorrisos, do calor humano, pelo encontro com a verdadeira Natureza Humana que por vezes é esquecida ou camuflada nas sociedades dos nossos dias.

Ana Pais Ferreira e Maria Burnay


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