Santa Teresinha

Estamos a escrever antes da chegada das relíquias de Santa Teresinha à Diocese de Coimbra mas não temos dúvidas de que será uma manifestação grandiosa de devoção a esta santa de Lisieux – França. É que foi isso que aconteceu por esse Portugal fora e entre nós sucederá o mesmo. Temos já conhecimento da deslocação de pessoas de bem longe para irem à Figueira ou a Coimbra. Isso mesmo tem acontecido noutros países.

Há quem se interrogue sobre este culto. Qual o sentido espiritual e religioso das relíquias dos santos na Igreja Católica? O Pe. R. Zambelli, reitor da Basílica de Santa Teresinha em Lisieux, França, ajuda-nos a percebê-lo:

«As relíquias dos santos não passam de sinais muito pobres e frágeis do que foram seus corpos. Diante das relíquias podemos evocar mais facilmente sua condição humana: foi com seus corpos que os santos agiram, pensaram, rezaram, trabalharam e sofreram.

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Estes sinais são subtis e quase irrisórios, mas é deles que Deus, às vezes, se quer servir para manifestar sua presença e fazer brilhar seu poder e sua glória. Pois é ele que age através desses sinais. Então entramos na lógica desconcertante de Deus. É o que o apóstolo Paulo lembrava aos Coríntios: "O que é estulto no mundo, Deus o escolhe para confundir os sábios; o que é vil e desprezível no mundo, Deus escolhe para confundir o que é sábio..."(1Cor 1,27).

A partir desses pobres sinais, seu poder de salvação se revela e se desdobra. Basta ler os volumes que relatam os favores, as curas obtidas pelo contacto das relíquias de Santa Teresinha, assim como a abundante correspondência que todos os dias chega a Lisieux. Na verdade, estamos numa outra lógica, aquela que nasce das palavras de Jesus: "Sim, Pai, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelastes aos pequeninos"(Lc 10,21)».