Sodoma e Gomorra
Os jornais e as TVs encheram-se do presumido escândalo da Casa Pia, que durante décadas deixou que um seu funcionário abusasse sexualmente de crianças ali internadas, ou as levasse para casa de pedófilos. O negócio da prostituição, masculina e feminina, é um problema que mesmo os mais evoluídos países da Europa não sabem como resolver. A Holanda pensava resolvê-lo com a legalização, mas estudos dizem que está longe de ser resolvido. Não melhoraram as condições higiénicas nem desapareceu a prostituição clandestina. A França e a Itália tentam apertar o cerco aos proxenetas e clientes. Em Portugal é a liberdade pura e dura. Se lermos os grandes jornais diários vemos que estão cheios de publicidade à prostituição. |
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A propaganda do sexo livre e sem limites concorre para que apareça o desregramento. E a verdade é que são os jornais, revistas e televisões que mais propaganda fazem do sexo livre e sem limites. Já há algum tempo atrás, alguns, incluindo governantes do PS, levantaram a voz contra os abusos de pornografia e erotismo nos meios de comunicação social. "Ordenaram" (invocando o bom senso e exemplo de outros países) que os jornais retirassem as "imagens chocantes". Ficaram-se pelas imagens. Agora, a publicidade escrita vai aumentando. Ninguém diz nada. Todos se calam.
Na televisão, os programas que incitam ao desregramento sexual são os mais vistos. E depois são os mesmos jornais e televisões que se aproveitam de escândalos como os da Casa Pia. Que é uma instituição de grande utilidade social, acolhendo crianças e jovens de risco.
Um meio de comunicação sério não pode defender o racismo, o terrorismo, as máfias, a prostituição, etc. A publicidade tem de respeitar o ser humano. Tem de defendê-lo e de promovê-lo.
Não basta denunciar o mal, é preciso criar condições para que ele não exista.
M. V. P.