Pastoral Social em reflexão

Cerca de 300 participantes marcam presença, de 6 a 9 de Setembro, na XXIII Semana Nacional da Pastoral Social, este ano dedicada ao tema "Crianças em risco: um direito e um dever".
Neste congresso foi referido que "há 1077 crianças em 245 lares o que dá uma média de 42 crianças por lar". E acrescentam: "deve favorecer-se a tendência para instituições mais pequenas para evitar a massificação".
A adopção de crianças podia desagravar o problema mas continua muito moroso. Chega a arrastar-se por uns longos 4 anos. Como o tempo útil da criança a adoptar "é curto", os presentes sublinharam que "é desejável que os organismos competentes agilizem e reduzam substancialmente este longo tempo de espera para bem de todos os intervenientes: o casal adoptante e a criança a adoptar".
Nesta iniciativa, organizada pelo Secretariado Nacional da Acção Social e Caritativa sob a responsabilidade da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa, os participantes referiram também que se nota, em "alguns sectores oficiais do Estado, uma desconfiança, agressividade e, por vezes, ataque frontal às Instituições de crianças".
criancas202.jpg (85572 bytes)

Dado que uma família "acolhedora, afectuosa e educadora é o ideal para todas as crianças", afirmou-se também que é desejável que "todas as instituições não se «apeguem» à criança, considerando-a como sua propriedade" mas que procurem encontrar uma "boa família de adopção, entre as 3 mil que são candidatas".
O Estado "não apresenta nenhum verdadeiro modelo educativo em relação às crianças" – consideraram. E exemplificaram: "o caso Casa Pia demonstra o vazio de modelos educativos do Estado e também a fuga às responsabilidades: o Estado devia estar sentado no banco dos réus e não está". Perante este cenário, constatou-se que na Pastoral Social "não pode haver rotina" e o grande desafio está "no inovar permanentemente".
Durante os cinco dias da semana (5 a 9 de Setembro), os participantes concluíram ainda que se impõe a "criação de estruturas de acompanhamento que ajudem o casal adoptante e a criança adoptada a vencerem as dificuldades de adaptação a uma nova realidade".