Sínodo dos bispos

"O Bispo servidor do Evangelho de Jesus Cristo para esperança do mundo" é o tema do Sínodo que em Roma procura, até quase ao fim deste mês, reflectir sobre a missão dos pastores das diversas dioceses do mundo.
"Tem sido uma experiência silenciosa e discreta, marcada por uma intensidade muito grande de comunhão, de amor fraterno, de uma fé que quase se palpa", foram palavras de D. José Policarpo, descrevendo o ambiente no Sínodo perante os peregrinos de Fátima. E revelou que o Papa está a sofrer com o drama da guerra que resultou dos atentados terroristas de 11 de Setembro. "Sentimo-lo a sofrer. Ele, que tem sido um peregrino da Paz, ele que não se tem cansado de correr países e fronteiras, vencendo as barreiras das culturas e religiões".

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D. José Policarpo falaria depois da sua experiência nessa reunião de Bispos de todo o mundo: "É consolador ver que a Igreja de hoje é servida por um grupo de pastores verdadeiramente homens de Deus, unidos ao Santo Padre numa caridade fraterna, numa ternura filial, numa verdadeira comunhão que é um dom de Deus. Tenho sentido nestes dias que, também ali, na simplicidade dos nossos trabalhos, até das nossas brincadeiras nos intervalos, Deus é adorado em Espírito e Verdade".


Também D. Jorge Ortiga tinha, dias antes, destacado o exemplo de Frei Bartolomeu dos Mártires que será beatificado no próximo dia 4 de Novembro. O bispo de Braga citou um livro do seu predecessor, o Stimulus Pastorum, onde Frei Bartolomeu dos Mártires afirma que o bispo deve atrair mais pela sua vida do que pelos discursos. Este próximo Santo da Igreja sublinha ainda a necessidade de o Bispo manter um clima de comunhão com os presbíteros e fiéis para não viver isolado no meio dos múltiplos problemas pastorais.


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