Sinais de esperança

Bispos da Europa

A Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE) manifestou a sua alegria pela eleição de Bento XVI, recordando as posições do novo Papa sobre desafios concretos da Europa "como o desenvolvimento da biotecnologia ou a adesão da Turquia à UE".
"Sabemos, pelas suas numerosas declarações, que o bem-estar da Europa é muito caro ao Santo Padre (...) Ele está particularmente preocupado com a maneira de anunciar a fé cristã, de preservar a identidade comum, de proteger e promover a dignidade humana na Europa", refere o documento.
Os Bispos da UE manifestam a sua convicção de que o Papa Bento XVI "irá bater-se com veemência pela prioridade indispensável da dignidade humana e dos direitos humanos, o papel fundamental do casamento e da família na sociedade europeia e pelo respeito do Sagrado na Europa".
"A sua convicção é que a Europa precisa de uma nova – certamente crítica e humilde – aceitação de si mesma para sobreviver", acrescenta a COMECE.

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Igreja atrai os russos

Trinta por cento dos russos vêem favoravelmente a Igreja Católica, enquanto que há cinco anos esta percentagem não superava 16%. A religião predominante na Rússia é a Ortodoxa, separada de Roma.
Uma pesquisa realizada pela fundação «Opinião Pública» («Obshczestvennoe mnenie») indica que 77% dos russos seguiram os funerais de João Paulo II e os ritos de sepultamento.
Uma terça parte dos russos (33%) confessou que se sentiu comovida ao receber a notícia da morte de João Paulo II.
Segundo a mesma pesquisa, quase a metade da população russa (46%) considera que o falecimento do Papa constitui uma perda para o mundo inteiro, enquanto que só uma terça parte dos entrevistados (35%) opina que só é significativa para os católicos.
Estas sondagens são sintoma de que os russos estão cada vez mais abertos à religião e ao ecumenismo, passadas que estão as muitas décadas de pregação do ateísmo e de isolamento ideológico.