Exploração sexual de crianças
A situação das crianças está pior, em termos de exploração sexual, apesar de se terem realizado mais acções de combate e a legislação ser mais rigorosa. Esta é uma das conclusões da conferência organizada pelo Conselho da Europa, Unicef e também pelo Governo da Hungria, que há dias terminou, em Budapeste, sobre esta matéria.
| E não é de admirar, dada a libertinagem que existe no mundo
ocidental. A exploração sexual das crianças deixou de ser um problema marginal,
marcado por actos perversos isolados, para se tornar num fenómeno em larga escala, que
necessita de um contra-ataque a nível internacional. |
Os exploradores deste tráfico, que não devem ser confundidos com os pedófilos,
raramente são motivados por fantasias sexuais próprias, segundo a UNICEF. As
motivações são várias: alguns fazem-no porque é mais barato recorrer aos serviços
sexuais de crianças do que de adultos, outros porque pensam que ter relações com uma
virgem reforçará a sua virilidade. Há ainda aqueles que não querem contrair sida.
A Organização Internacional para as Migrações estima que, anualmente, entre 700 mil e
dois milhões de pessoas, incluindo crianças, são vítimas do tráfico de seres humanos.
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