Em tempo de santos

Muitas pessoas se interrogam sobre o afã do Papa em canonizar homens e mulheres de todas as condições sociais. Ainda no Domingo passado canonizou o Padre Pio e vários outros servos de Deus, numa celebração muitíssimo concorrida. Outras e outras se seguirão.

Será que neste mundo de materialismo e "morte de Deus" continuam a existir santos?

Ainda há pouco tivemos ocasião de lembrar o que se passa na China, onde apesar de perseguidos, os cristãos continuam a aumentar. O mesmo podemos dizer da Coreia do Sul, onde se está a jogar o Campeonato Mundial de Futebol, e que é actualmente onde se dá o maior crescimento da religião católica, apesar de ser uma região tradicionalmente adversa às religiões ocidentais.

As perseguições aos cristãos em várias zonas do mundo, não conseguem amedrontar os que têm fé e atraem o interesse de muita outra gente.

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Calcula-se que, em dois mil anos de cristianismo, tenham sido assassinados por causa da sua Fé, 70 milhões de cristãos. Mais de metade destes mártires (65 por cento) foram mortos no século XX.

Esta conclusão extrai-se do livro "Os novos perseguidos", da autoria do jornalista italiano Antonio Socci, apresentado há dias, durante a conferência "A perseguição anti-cristã no século XX", realizada em Roma.

«Entreguei as provas do livro em Janeiro e de lá para cá - explicou Socci - o martírio de cristãos não conheceu tréguas. Basta pensar no que está a acontecer na Colômbia e na Indonésia».

No mapa das perseguições actuais, Antonio Socci inscreve países como a Indonésia (Molucas), Bangladesh, índia, Timor Oriental, Cuba, repúblicas das ex-União Soviética, Arábia Saudita e outros países islâmicos, Vietnam, China...

Ainda segundo o mesmo jornalista, as duas correntes que hoje alimentam a perseguição dos cristãos são o comunismo (nos redutos onde ainda governa) e o islamismo fundamentalista.

Para Socci, o Sudão é o país do mundo onde a perseguição é hoje mais encarniçada.

Onde vão buscar a força para se manterem fiéis à Fé estes cristãos do nosso tempo?

A resposta é só uma: Cristo é a sua força.

Quão diferente a nossa fé da Fé destes irmãos!

M. V. P.