Religião em aumento
São dados duma sondagem, publicados integralmente no número de Julho-Agosto da revista francesa "Futuribles". E estão de acordo com outras sondagens semelhantes. Pela primeira vez desde os anos 60 do século XX, os jovens são mais religiosos que as gerações precedentes, informa essa sondagem do "European Values Survey". O documento agora publicado constata que a tendência para uma descida progressiva do sentimento religioso sofreu uma inversão. |
![]() |
Quem nasceu após 1964 manifesta-se mais religioso do que os seus irmãos mais velhos e, até, os seus pais.
Yves Lambert, sociólogo das religiões, é peremptório: «se olharmos os dados, confrontando-os com a perspectiva traçada pelos últimos trinta-quarenta anos, vê-se bem que nos encontramos numa época em mudança.
Das respostas a uma trintena de perguntas, conclui-se que os jovens se declaram afeiçoados às cerimónias e atribuem muita importáncia às respostas da hierarquia da Igreja sobre problemas morais e familiares. Em relação a 1990, crêem mais na vida após a morte, no inferno e no paraíso, num Deus pessoal. Inclusive, na geração que tem agora 45-55 anos nota-se uma nova sensibilidade religiosa, embora a situação mude muito de país para país.
Um novo interesse religioso, impensável até há 30 anos, é evidente nos países do Leste da Europa, o que não admira pois o comunismo faliu, mas também na Alemanha, Portugal, Itália, Suécia e Dinamarca. Os jovens italianos vão mais à igreja do que há dez anos (40 por cento vai á Missa pelo menos uma vez por mês); os franceses estão entre os menos praticantes.