| Refugiados A intenção do Papa para este mês de Junho vem chamar-nos a atenção para os muitos milhões de refugiados, que vivem em situações de extrema miséria, obrigados que foram a deixar as suas casas e as suas terras. Os refugiados são de todas as raças e religiões e existem em todo o Mundo. Forçados
a fugir por recearem pela sua vida e liberdade, na maioria das vezes têm de abandonar
tudo casa, bens, família e país rumo a um futuro incerto em terras
estrangeiras. |
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A sua triste situação é uma das maiores tragédias dos nossos dias e o seu destino
está relacionado com questões políticas e direitos humanos que deveriam preocupar cada
um de nós.
«Seja no Darfur (Sudão), na região africana dos Grandes Lagos (envolvendo países como
os dois Congos, o Ruanda, o Uganda, o Burundi...) e em tantas outras regiões do planeta,
verifica-se um desinteresse quase total para com o drama dos refugiados. Em alguns casos
(Darfur e Grandes Lagos, por exemplo), são mesmo os governos locais a fomentar a
situação, alimentando guerras e guerrilhas intermináveis, por motivos religiosos,
raciais, de cobiça de territórios... tudo serve para criar situações de conflito e
violência capazes de forçar grande número de pessoas a abandonarem a sua terra, em
busca de alguma segurança. Surgem, a seguir, os "campos" de refugiados, onde se
amontoam homens, mulheres e crianças, nas condições mais duras e à mercê de todas as
arbitrariedades» escreve Sílvio Couto.
E o Santo Padre pede-nos que a sociedade tenha gestos concretos de amor cristão e fraterno para com estes "desgraçados".
Há algumas organizações que estão no terreno, como a Cruz Vermelha, a Cáritas Internacional e o Serviço Jesuíta aos Refugiados, mas tudo isso é bem pouco perante as condições de abandono e extrema pobreza a que são votados os refugiados pelos seus próprios países.
Temos pois que falar mais deste problema e mobilizar os governantes para a sua resolução.
M. V. P.