Ao serviço da paz

Celebra-se hoje o Dia Mundial das Comunicações Sociais, sob o lema "Os meios de comunicação social ao serviço duma autêntica paz à luz da Pacem in Terris".

Passados 40 anos da encíclica de João XXIII, o actual Papa apresenta nesta mensagem as dificuldades mais notórias para a obtenção da paz e da justiça no mundo: "O terrorismo e o conflito no Médio Oriente e noutras regiões, as ameaças e as contra-ameaças, a injustiça, a exploração e os ataques contra a dignidade e a santidade da vida humana, tanto antes como depois do nascimento, constituem algumas das realidades consternadoras do nosso tempo". Nas últimas décadas "o poder que os "mass-média" têm de delinear os relacionamentos humanos e de influenciar a vida política e social, tanto no bem como no mal, aumentou enormemente", segundo João Paulo II.

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A parte central da mensagem é dedicada à relação entre informação e globalização: "O alcance mundial dos "mass-média" acarreta consigo particulares responsabilidades a este respeito. Enquanto é verdade que os "mass-média" pertencem, com frequência, a grupos de interesse, particulares e públicos, a própria natureza do seu impacto sobre a vida exige que eles não sirvam para pôr uns grupos contra os outros - por exemplo, em nome da luta de classes, do nacionalismo exasperado, da supremacia racial, da purificação étnica, e assim por diante".

O Papa refere que os meios de comunicação social "impedem a liberdade, na medida em que se separam da verdade, difundindo falsidades ou criando um clima de reacção emotiva doentia perante os acontecimentos. Por isso "as pessoas sensatas compreenderão que este enorme poder exige os mais elevados padrões de compromisso na verdade e na justiça. Neste sentido, os homens e as mulheres que trabalham nos "mass-média" devem contribuir, de maneira especial, para a paz em todas as partes do mundo".