Prémio Nobel da Paz 2006
| O Prémio Nobel da Paz deste ano foi
atribuído ao economista Muhammad Yunus, do Bangladesh, e ao seu banco Grameen, pelo
esforços na criação de desenvolvimento económico e social através de projectos de
microcrédito. "Todas as pessoas na Terra têm capacidades e têm também o direito
de viver com um mínimo de qualidade de vida. Em todas as culturas e civilizações, Yunus
e o banco Grameen mostraram que até os mais pobres entre os mais pobres podem trabalhar
para o seu desenvolvimento", sublinha o comunicado do Comité Nobel. |
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"No Grameen, o crédito é uma arma eficaz para combater a pobreza e serve como
catalizador para o desenvolvimento das condições sócio-económicas de pessoas com
poucos recursos, que têm sido mantidas fora da órbita dos bancos por serem pobres",
lê-se ainda no comunicado do Comité Nobel.
Muhammad Yunus nasceu em 1940, no Bangladesh, e é o terceiro de 13 filhos. Licenciou-se
em Economia no seu país e fez o doutoramento nos EUA, com uma bolsa de estudo. Lançou,
em 1983, o Banco Grameen, a primeira instituição financeira de microcrédito em todo o
mundo, para apoiar os indigentes do sistema financeiro tradicional, depois de ver que a
teoria económica se esquecera dos pobres e "nunca compreendeu o poder social do
crédito".
O banqueiro dos pobres, como também é conhecido, vai dar a parte que lhe cabe (metade) dos 1,1 milhões de euros que a Academia Sueca lhe atribuiu por o ter escolhido Prémio Nobel da Paz 2006, a par do Grameen Bank, à instituição financeira de microcrédito por ele fundada há três décadas.
Parte do dinheiro do prémio permitirá também criar um hospital oftalmológico e um projecto de tratamento de água, avançou o laureado: "Darei o dinheiro todo a essas empresas que terão um propósito totalmente social, ou seja, sem fins lucrativos."