Prémio para a paz

O Parlamento Europeu decidiu atribuir o prémio Sakharov ao Arcebispo de Lubango e Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, D. Zacarias Kamwenho.
Quando recebeu a notícia do Parlamento Europeu, D. Zacarias Kamwenho "nem queria acreditar". Foi desta forma que o deputado do Partido Popular, José Ribeiro e Castro definiu a reacção do prelado. Para o eurodeputado a atribuição deste prémio é "o reconhecimento de um esforço vastíssimo da Igreja Católica na promoção da paz" e constitui "uma mudança importante na forma como a Comunidade Internacional olha para a guerra em Angola".

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"Pela primeira vez uma instituição internacional reconhece o protagonismo de alguém que não é um 'senhor da guerra'. O mundo lamenta-se da guerra, mas só fala com os senhores da guerra. D. Zacarias é, pelo contrário, o porta-voz dos que sofrem em nome de Angola, querem a paz e trabalham para ela", sublinhou Ribeiro e Castro.
Esta decisão de atribuição do Prémio Sakharov "liberdade de pensamento", pelo Parlamento Europeu é um bom prenúncio de que as coisas tendem a mudar naquele país africano. A paz para Angola perspectiva assim, um futuro prometedor e o desejo do deputado do PP "é que desta vez quando vier que seja para ficar. Que seja uma paz decisiva e não exclua ninguém".
O Pe. Tony, presidente da Missão Press, afirmou que a atribuição do Prémio a D. Zacarias, que está ligado ao Movimento Pro Pace e ao Comité Inter-Eclesial para a Paz (duas plataformas de luta pela paz em Angola sem o recurso às armas) é uma valorização na tentativa de "pacificação de Angola pela via do diálogo e pela via da reconciliação e não pela via das armas".
O prémio será entregue, em 12 de Dezembro, em Estrasburgo.




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