Dia Mundial da Paz

No próximo dia 1 de Janeiro, vamos celebrar mais um Dia Mundial da Paz. E a mensagem que o Papa escreveu para ser meditada pelos cristãos e todos os homens de boa vontade tem como tema "Na verdade a paz".

Um tema forte, para sublinhar com clareza que a paz é a situação que permite a verdade plena sobre o homem e que a sede de verdade manifestada pelo homem traduz-se no desejo de paz, da paz verdadeira. «O tema de reflexão deste ano – escreve o Papa – exprime esta convicção: sempre que o homem se deixa iluminar pelo esplendor da verdade, empreende quase naturalmente o caminho da paz».

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«À mentira está ligado o drama do pecado com as suas consequências perversas, que causaram, e continuam a causar, efeitos devastadores na vida dos indivíduos e das nações. Basta pensar naquilo que aconteceu no século passado, quando aberrantes sistemas ideológicos e políticos mistificaram de forma programada a verdade, levando à exploração e à supressão de um número impressionante de homens e mulheres, exterminando mesmo famílias e comunidades inteiras. Depois destas experiências, como não sentir-se seriamente preocupado diante das mentiras do nosso tempo, que enquadram cenários ameaçadores de morte em não poucas regiões do mundo? – continua Bento XVI.»

«Hoje em dia, a verdade da paz continua a ser comprometida e negada, de maneira dramática, pelo terrorismo que, com as suas ameaças e acções criminosas, é capaz de ter o mundo em estado de ansiedade e insegurança».

Por um lado assistimos à negação e combate dos valores religiosos e por outro também ao fanatismo religioso, hoje frequentemente denominado fundamentalismo, e isso pode inspirar e alimentar propósitos e gestos terroristas. Como escreveu João Paulo II: «Pretender impor aos outros com a violência aquela que se presume ser a verdade, significa violar a dignidade do ser humano e, em última instância, ultrajar a Deus, de quem ele é imagem».

A paz verdadeira leva à reconciliação, faz-nos sair do próprio isolamento e individualismo e deixa entrever o caminho das relações humanas autênticas, permite corrigir os erros, reconciliar-se consigo e com os outros, ser transparentes e fiéis à palavra dada.