Pai e Pastor

Logo no princípio da Igreja, era costume tratar  as figuras mais importantes da Igreja pelo nome de Pai. Papa era no grego clássico Pappas, tratamento infantil dado ao Pai. Como escreve  D. Manuel Falcão, “nos primeiros séculos do Cristianismo assim se tratavam as pessoas de reconhecida espiritualidade (bispos, abades...). No séc. IV, o Bispo de Roma já era tratado por “Papa Urbis” (Papa da Cidade de Roma). No séc. VI, o nome de Papa reservou-se ao Bispo de Roma. A tradição foi acrescentando outros títulos, como Vigário de Cristo, Pontífice Romano, Sumo Pontífice, Pontífice Máximo, Servo dos Servos de Deus (desde S. Gregório Magno, +604). Actualmente, o Papa tem os títulos ou funções de Bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Patriarca do Ocidente, Primaz da Itália, Arcebispo Metropolita da Província Romana e Soberano do Estado da Cidade do Vaticano”. 

      De acordo com  a história da Igreja, o Papa, como bispo de Roma, está na linha sucessória do apóstolo Pedro, de quem herda a missão de ser o vigário de Cristo na Terra e o primado da autoridade entre todos os bispos. 

A figura papal, como sucessor de Pedro, assenta nos textos bíblicos. O primeiro deles aparece no capítulo 16 do Evangelho segundo São Mateus, em que Jesus Cristo, falando a Pedro, lhe revela que sobre ele edificará a sua Igreja e que lhe entregará a chave do Reino dos Céus. Uma segunda passagem dos textos sagrados, no Evangelho de Lucas, define uma outra directiva para o mesmo apóstolo: “Confirma na fé os teus irmãos”. Finalmente, num outro texto do Evangelho de João, Jesus ressuscitado pede a     Pedro que apascente as suas ovelhas.

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 O papa é pois o Pai e Pastor da Igreja.  E logo nos primeiros tempos do cristianismo,  quando havia questões graves recorria-se ao Bispo de Roma.

 E ao longo dos tempos o seu papel foi imprescindível para manter a pureza e unidade da fé.