A Cáritas de Coimbra ajuda as paróquias
a organizarem a acção sociocaritativa
A Cáritas de Coimbra procura ajudar as paróquias a organizarem a sua acção sociocaritativa. Tal como a catequese seria muito pobre se não houvesse catequistas e catecismos, ou a missa seria muito "fria" se não houvesse um grupo coral e outras pessoas a colaborarem activamente, também a acção social e caritativa da paróquia será muito fraca se não houver um grupo de pessoas preocupado com esta acção pastoral. Um grupo de pessoas que procure conhecer os problemas da comunidade e tentar encontrar-lhes a melhor resposta. Os problemas passam pela pobreza, alcoolismo, violência doméstica, desemprego, desregramento sexual, idosos isolados, etc. Nos últimos anos um desses problemas que tem estado mais presente são os imigrantes que estão nas nossas comunidades, e que não sabem a língua, não conhecem ninguém, estão longe da sua família, às vezes são explorados, etc.
Para ajudar a formar estes Grupos paroquiais, a Cáritas desenvolve três acções fundamentais:
- Acções de sensibilização, de dizer às pessoas porque é que a acção sociocari-tativa é importante, e porque é que ela é um dever das paróquias que não pode ser desprezado.
- Acções de formação para o trabalho concreto: no campo do acolhimento e atendimento, do voluntariado, do alcoolismo, da prevenção da toxicodependência, da ocupação sadia do tempos livres dos jovens, da afectividade e sexualidade, dos idosos e dos doentes, da alimentação, da higiene doméstica, etc.
- Acções de consolidação dos grupos: encontros, jornadas, cursos de dinâmica de grupos e de relações humanas, publicação de temas de reflexão para os grupos, etc.
É um trabalho mais difícil do que parece, por vários motivos: primeiro, há poucas pessoas disponíveis. As pessoas que têm alguma sensibilidade, a maior parte das vezes já estão metidas em muita coisa!; depois, nem sequer há um "catecismo" para ensinar a trabalhar com um alcoólico violento, e as pessoas sentem-se perdidas, sem saber como fazer...; e, o que ainda agrava mais, quase nunca há respostas imediatas! Além disso, as outras pessoas, até aquelas que mais foram ajudadas, não raro pagam o bem com o mal, com a ingratidão, com acusações injustas! E outras vezes, quando tudo parece correr bem, as pessoas do grupo fazem uma birra, ou emigram, ou deixam de poder colaborar, e lá vai grande parte do trabalho feito por água abaixo! É, de facto, um trabalho difícil.
Mas, por isso mesmo, mais necessidade temos de o fazer, mais a Cáritas aposta em o consolidar. E é bom ver que há grupos bem conscientes da sua acção!