O Papa com os jovens
| Apesar da idade e doença, João Paulo II continua a surpreender. Depois de emocionar centenas de milhares de fiéis na sua chegada a Toronto, o Papa João Paulo II encontrou-se, no dia seguinte, com 14 jovens representantes das diversas culturas do mundo, num almoço marcado por conversas, conselhos e até por momentos de descontracção. Entre eles estava uma palestina da Jordânia que pediu ao pontífice uma oração pela paz, uma estudante americana do Bronx, que lhe contou sobre o terror do quootidiano de Nova York durante os atentados de Setembro. | ![]() |
E um queniano que exibiu uma dança típica de seu país. O Papa rezou com os jovens, perguntou sobre suas histórias pessoais e depois os acompanhou em diversas canções. Anneke Pehmoller, da Alemanha, disse que o Papa cantou até mesmo alguns hits dos Beatles e de John Denver com o grupo."Acho que ele gostou porque havia vida em tudo isso", disse a visitante. "Foi algo muito carinhoso e tocante. Parecia que ele era um avô cercado por seus netos", disse aos repórteres Sangeetha Joseph, de 25 anos, da Índia, logo após voltar de barco do passeio.
Nas 5 horas que durou a Vigília do Sábado estiveram com o Papa mais de 500 mil jovens e no Domingo, na celebração eucarística, mais de um milhão de pessoas.
Oriundos de mais de 170 países, cerca de 200 mil jovens esperaram o Papa no Exhibition Place, em Toronto, para a abertura das Jornadas. Após passagens por algumas dioceses do Canadá, e ao segundo dia de catequeses propostas por Bispos de todo o mundo, deram as boas vindas a João Paulo II, que apontou aos jovens caminhos de felicidade. "Ao vosso desejo de jovens que querem ser felizes, o velho Papa, com o peso dos anos mas ainda com um coração jovem, responde com uma palavra que não é sua. É uma palavra pronunciada há dois mil anos: Feliz....
Nas diversas vezes que dirigiu a palavra aos jovens presentes nesta Jornada Mundial, João Paulo II não esqueceu o momento presente e sugeriu aos jovens que descubram o caminho do perdão e da reconciliação num mundo cada vez mais entregue à violência e ao terror. E disse: "Não serão a técnica e as armas que salvarão o nosso mundo mas Cristo e o cumprimento do seu mandamento do amor".