Organizar a acção caritativa

Há muitas dificuldades para uma verdadeira caridade. Não é só o egoísmo e o individualismo, embora essas estejam à cabeça das outras todas.

Mas há também dificuldades de organização: toda a gente acha que se deve fazer alguma coisa, mas depois ninguém organiza nada. Além disso, há ainda os que pensam que por terem um Centro de Dia para idosos já têm toda a caridade feita, ou os que defendem que para os problemas que há na terra chega a ajuda dos vizinhos; depois, há dificuldades de medição: uns dizem que não há necessidades, outros dizem que os grupos sociocaritativos ajudam é quem não precisa, outros passam o tempo a chorar que eles é que são pobres; há também dificuldades de compensação: enquanto na catequese ou na liturgia se fazem umas festas bonitas, em que as pessoas se sentem muito encantadas, no campo sociocaritativo muitas vezes depois de tanto trabalho o que se recebe são ainda incompreensões. Ainda por cima, como toda a gente está convencida de que a sua opinião é a única que presta, ainda há as pessoas que passam o tempo a discutir (sem avançar um palmo!) o que são os pobres, se a caridade é caridadezinha, se o importante não é a luta pela justiça, etc.

O que quer dizer que para organizar a caridade numa comunidade paroquial é preciso mesmo assumir a decisão de o fazer e lutar continuamente para a consolidar.