A mãe natureza

Volta e meia acontecem coisas que nos obrigam a pensar como a nossa vida neste mundo é frágil e precária. Doenças mortais, desastres e fenómenos da natureza são o pão nosso de cada dia e vêm-nos lembrar que não temos morada segura aqui na terra.

Actualmente, as cheias, sismos e maremotos, furacões e tufões são frequentes e há muitos cientistas que pensam que estes fenómenos, embora sempre existissem, hoje se dão mais devido às emissões de gases e alterações atmosféricas provocadas pelo homem. Segundo diz alguém, Deus perdoa sempre, os homens às vezes e a natureza nunca.

Se assim for, os Estados Unidos estarão a pagar uma factura bem cara por serem uns dos países do mundo mais poluidores.

Mas não são só os estados poluidores que estão sujeitos a estas calamidades. Ainda há dias a Europa de Leste viveu o drama de inundações, quando outras regiões do mesmo continente são assoladas pela seca.

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A força da natureza não a podemos dominar. Mas já é de estranhar que mesmo num país rico como os Estados Unidos apareça gente a aproveitar-se da desgraça alheia, saqueando, pilhando, violando mulheres e crianças e não deixando que se faça com urgência o socorro a milhares de sobreviventes que deambulam pelas ruas inundadas de Novas Orleães ou se refugiam em telhados ou pontos altos dos edifícios.

E há mais uma lição a tirar desta desgraça. A percepção de que os governantes responderam de forma lenta e insuficiente a esta crise, o que põe a nu as insuficiências dos planos para lidar com emergências anunciados e elaborados nos últimos quatro anos, depois dos atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque e Washington.

                                                                                                                                                    M. V. P.