Natal!

O nascimento de uma criança é sempre um grande acontecimento. E muito mais se essa criança é ardentemente esperada. Jesus Cristo – o Messias – era esperado há muitos anos. Os profetas haviam prometido a Sua vinda e todo o povo de Israel o esperava ansiosamente.

Ao princípio, a Igreja nascente não lhe deu grande importância. Importante era a Morte e Ressurreição – a Páscoa de Cristo.

Mas com o findar das perseguições, o povo cristão teve interesse em celebrar esse grande acontecimento. E a Igreja deu sentido a essa celebração: deixar que Jesus nasça também na nossa vida e preparar-nos para a sua vinda gloriosa.

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E passou-se a celebrar o Natal – o nascimento de Jesus – como algo muito significativo. Chegou mesmo até nós como a Festa mais importante para muitas pessoas. As famílias juntam-se na noite da consoada e estreitam laços em toda esta época. É a Festa da Família – dizem.

Nas casas cristãs continua a haver sinais do menino e da sua mensagem. Trocam-se prendas. Na sociedade fazem-se votos de paz, harmonia, felicidade. Procura-se ao menos nesse dia ser bom e viver em paz com todos. O que levou o poeta a escrever que era bom que todos os dias fossem natal.

Este tempo faz-nos crer na bondade dos homens. É possível acabar com as guerras, injustiças e exploração. E Cristo também acredita nessa possibilidade. Se não, não se faria homem. É certo que o Seu Reino não é deste mundo, mas há que se preparar para ele aqui neste tempo e nesta terra. Para que um dia tenhamos um Natal definitivo, no Reino dos Céus. Onde não haverá ricos e pobres, senhores e escravos, filhos e enteados. Todos serão irmãos, filhos de Deus, plenos de tudo quanto é bom de verdade.

                                                                                                                                                                       M. V. P.