Namorados
O dia de S. Valentim (14 de Fevereiro) é desde há alguns anos dedicado aos namorados. Outrora, pelo menos em Portugal, o padroeiro era o nosso S. António. Mas a globalização destronou-o. Hoje mesmo li umas entrevistas num jornal sobre o namoro e fiquei apreensivo. Para aqueles jovens namorar é "fazer amor", "andar com outro", "divertir-se". Só um expressou o sentido do verdadeiro namoro: "conhecer-se melhor, para verem se podem casar-se." Uma família estável e feliz tem os seus alicerces num namoro sério e responsável. Se o tempo do namoro é apenas andar juntos e "curtir a vida" na satisfação imediata de instintos e busca de prazer, corre o risco de não ter profundidade e consistência. Temos hoje um problema muito sério e que é preciso enfrentar: muitos casamentos desfazem-se ao enfrentar a primeira contrariedade, deixando feridas difíceis de curar. |
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Claro que os namorados julgam que isso só acontece aos outros, porque lhes falta amor. Mas é uma ilusão. Ninguém pode dizer: "desta água não beberei". A verdade é que muitos sonhos se desfizeram como um baralho de cartas. O realismo exige aprendizagem e coragem para enfrentar, de pé, as dificuldades que a vida em comum por vezes traz.
Aprender a aceitar o outro, com as suas virtudes e defeitos, é também um dos objectivos do namoro.
Ninguém se consegue realizar no casamento, se não houver um verdadeiro amor. E o amor é o contrário do egoísmo.
Que S. Valentim e S. António ajudem os nossos jovens a viverem um namoro que lhes traga a felicidade!