Martírio e suicídio

Uma das coisas que me tem impressionado, nos últimos tempos, é que se tenha fomentado o recurso ao "homem-bomba" entre os povos muçulmanos e se tenha considerado como acto altamente religioso e digno de proclamação de santidade.

O cristianismo sempre apreciou o "martírio" daqueles que eram mortos por causa da sua Fé. Afinal o seu fundador também foi vítima desse crime, sendo morto numa cruz.

Em todos os tempos houve guerras, mortes de inocentes e atropelos aos direitos mais elementares do homem, como o direito à vida, mas encher-se de bombas, para se lançar sobre uma multidão a abater, é novidade que só desonra quem o faz ou o aconselha a fazer.

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São dignos de louvor os que morrem pela sua Fé ou pela sua Pátria, para defender os direitos dos oprimidos ou perseguidos, mas morrer para matar não pode ter o aplauso de gente bem formada. Sobretudo se se faz isso contra seres inocentes e indefesos, como se tem visto quase sempre.

Outra coisa que deve ser tida como desumana é o suicídio. Sabemos que muitas vezes é causado por doença do foro psíquico mas muitas outras é como uma praga contagiosa. A Igreja Católica sempre condenou como pecado grave tal acto. Outrora negava mesmo o funeral cristão aos suicidas. Hoje este hábito mudou, devido à dificuldade em discernir a culpa de quem se suicida, mas o ensinamento sobre a gravidade de tal acto não mudou.

A nível do país, as regiões mais afectadas pelo suicídio são o sul do país, sobretudo no litoral.

A falta de prática religiosa tem muita influência nisso, segundo os estudiosos. É que o cristianismo sempre valorizou a vida e, por isso, não pode aprovar nada que ponha em causa a vida própria ou alheia.

                                                                                                                                  M. V. P.