A Missa pela televisão

    Este primeiro Domingo da Quaresma fala-nos nas tentações. Jesus, porque também homem, foi sujeito a uma série de tentações. E, em si, a tentação não é um mal. Pode mesmo ajudar-nos a prevenir as quedas no pecado, fortalecendo a nossa vida cristã.

     As tentações do homem de hoje podem passar pela ganância de bens materiais e de prazeres.  Ou então pelo individualismo e comodismo.

Assistir à Missa pela televisão é uma das tentações de muitos cristãos de hoje. Não estamos a falar dos doentes e impossibilitados de se dirigirem a um local de culto. Esses estão dispensados, e muitos têm grande desgosto por isso. Referimo-nos a gente que por comodismo ou gosto, deixa a sua comunidade e fecha-se numa prática individualista.

É notório o número de pessoas que pensa que cumpre o preceito de missa dominical, vendo-a e ouvindo-a através da televisão.

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     Essa missa pode ser muito bonita e o celebrante falar muito bem, mas falta-lhe a relação com uma comunidade viva.

É como ver o vídeo de um banquete. Sente-se a beleza dos manjares e a alegria das pessoas, mas somos só espectadores.

 

E não basta estar com mais atenção do que se estivessem a vivê-lo de forma presencial. Onde está a comunhão? Decerto pode haver comunhão espiritual, mas o homem não é só espírito é também corpo. Falta pois a comunhão do Corpo do Senhor e a comunhão com os outros cristãos.   Então porque é que a Igreja continua a celebrar missas para a televisão?, perguntar-me-á alguém.

Precisamente por causa dos doentes e outros que não podem participar de outro modo. A alguns até lhes é levada a Comunhão Eucarística. Mas quem pode deslocar-se, não deixe de o fazer. A Quaresma é tempo oportuno para corrigir o que não está bem.