Milagres do falecido Papa
O arcebispo polaco Stanislav Dziwisz, secretário particular de João Paulo II durante 40 anos, afirma ter testemunhado um milagre "feito" pelo falecido Papa – conta o jornal italiano "La Stampa".
O caso terá sido relatado ao vaticanista do jornal, em Junho de 2002, mas só agora foi publicado. Diz respeito a um americano que terá sido curado de um tumor no cérebro, após ter recebido a comunhão das mãos do Santo Padre.
«O homem sofria de um tumor no cérebro e tinha três desejos: encontrar-se com o Papa, efectuar uma peregrinação a Jerusalém e regressar à América para morrer em casa», conta o "La Stampa". «Lembro-me muito bem» – afirma Mons Dziwisz. «O homem tinha o olhar marcado pela doença e tinha perdido o cabelo por causa da quimioterapia».
O doente foi admitido na missa celebrada pelo Papa. «No momento da comunhão, aproximou-se do altar, a fim de comungar das mãos do Papa», conta ainda o arcebispo polaco que, na altura, não sabia que o homem não era católico nem cristão, mas judeu.
Só após a celebração é que se apercebeu da confissão religiosa do doente, pelo que o advertiu, delicadamente, «explicando-lhe que os fiéis de outras religiões não podem participar no sacramento da eucaristia.
O certo é que algumas semanas depois, o tumor desapareceu completamente. Mas o secretário do Papa não pensou, na altura, que estava perante um milagre do Papa, mas apenas «perante um sinal do poder de Deus».
Muitos fiéis presentes na missa exequial pelo Papa reclamaram a sua canonização imediata. Por isso, o porta-voz da Santa Sé veio a público declarar que esse é um assunto a tratar pelo sucessor de João Paulo II. Em casos normais há que esperar cinco anos, mas o novo Papa pode permitir uma decisão mais rápida.
O "La Stampa" acrescenta, entretanto, que o Vaticano terá aberto um dossiê com diversos casos de cura relacionados com o Papa João Paulo II.
Entre eles, o de uma mulher curada inexplicavelmente há dois anos, após participar numa missa celebrada pelo Papa. Também no México um casal afirma que um seu filho de quatro anos, sofrendo de leucemia, sarou depois de ter sido abraçado pelo Papa, na visita de 1990.