A Cáritas de Coimbra
trabalha nos meios mais difíceis
A Cáritas, mais na cidade de Coimbra, trabalha no meio prostitucional, nos meios de consumo de drogas, com pessoas doentes de SIDA, nos bairros marginais de realojamento social e de violência acrescida por conflitos étnicos. É importante dizê-lo: a Cáritas está fisicamente presente em sítios onde muita gente chega a ter medo de ir! E o que faz aí? Fundamentalmente, tenta caminhar com esses grupos populacionais. Tenta mostrar-lhes que alguém se interessa por eles, mesmo nas situações em que as pessoas cairam na destruturação pessoal e social quase absoluta. Os técnicos dividem-se entre o estar com as pessoas, motivá-las para os diversos projectos de reintegração social e formação pré-profissional e profissional, e o circularem numa roda viva entre o tribunal, a polícia, a Judiciária, a segurança social, o centro de saúde e o hospital, a tentar salvar aquilo que ainda é possível de tantas desgraças acumuladas. |
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Também este é um trabalho muito difícil. Por exemplo, como podemos tirar uma mulher da prostituição, se não temos emprego para lhe dar? Ou como podemos recriar as relações sociais num bairro que se construiu para gente já antes marginalizada, e onde a chave de redes sociais é a droga? Aliás, não é só um trabalho difícil, mas é um trabalho de risco físico objectivo: porque além da prostituta, há o chulo; além do consumidor, há o traficante; além do marginal, há a violência com que se afirma.
Vale aqui o extraordinário desempenho dos técnicos da Cáritas que estão no terreno, e que sempre têm feito prevalecer o seu amor para com as pessoas sobre todos os conflitos que se geram.
Assim, a Cáritas é uma porta aberta a toda esta gente, tentando construir apesar de tudo a fraternidade humana e cristã, "sem fronteiras, nem barreiras".