| De 20 a 22 de Julho próximo,
realiza-se em Génova a reunião do grupo dos oito países mais ricos (G-8). Religiosos e
religiosas de todo o mundo decidiram estar presentes para fazer ouvir a voz dos países
pobres. E explicam porquê num Manifesto inter-religioso de que se transcreve o seguinte: |
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«Apelamos para o cancelamento da dívida. Como religiosos crentes
representantes de muitas tradições, reivindicamos: que o mundo e os seus recursos são
para sustento de todos; que a propriedade privada não se sobrepõe ao direito que os
outros têm à alimentação, à habitação, aos cuidados de saúde, e à oportunidade de
participarem na sociedade, numa base equitativa; que aqueles que possuem e administram os
bens da terra têm a responsabilidade primária de assegurar o bem-estar, a liberdade, e a
participação de todos; que uma distribuição justa dos bens do mundo é um
pré-requisito para a paz, para a harmonia mútua e para a compreensão entre os povos, e
uma exigência necessária para a saúde do planeta.
O actual sistema económico aprofundou a brecha entre os países ricos e pobres e
concentrou o controlo dos recursos mundiais na mão de um pequeno número. Este sistema
também destruiu muito do ambiente natural. O nosso tempo exige iniciativas ousadas e
corajosas para criar uma economia nova, justa e equitativa, que respeite a dignidade de
todo o ser humano e o mundo natural.»
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