O que os jornais dizem
"Ser agentes de Cristo ressuscitado e instrumentos de cura para todos os sofrimentos" – este foi o compromisso assumido por mulheres cristãs num documento redigido no final de um encontro ecuménico realizado há dias na Albânia, promovido pelo Conselho Mundial de Igrejas.
Do evento, participaram mais de 20 representantes: católicas, ortodoxas, anglicanas, protestantes e pentecostais.
No documento ressalta-se que "a liderança das mulheres dentro das comunidades religiosas não deve ser entendida como busca de poder ou de prestígio, mas como empenho profundo de amor e de serviço que responde ao sacrifício de amor de Cristo".
No actual momento histórico, acrescenta-se, "têm-se novas oportunidades, mas também imensos desafios, que podem nos unir ainda mais como família humana, ou criar muros, divisões e feridas que podem separar-nos de Deus, entre nós e das pessoas necessitadas".
Por isso, conclui-se, as comunidades cristãs são chamadas a testemunhar a unidade entre homens e mulheres na acção comum de cura, na promoção da justiça, da paz, da compreensão recíproca, da tolerância e, sobretudo, do amor a dar a todas as pessoas sofredoras.
O valor de alguém não depende das suas perfeições ou imperfeições. O valor de alguém está no tempo que lhe dedicamos e no amor com que o(a) amamos. Julgo que faz cada vez mais sentido aquela expressão do Principezinho, de Saint Exupéry: «Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.»
Quando tanta gente se fixa no aspecto exterior desta ou daquela pessoa; quando tanta gente procura a «perfeição» do outro nos quadros de uma concepção materialista e de sucessos humanos, esta é uma lição que ainda nos faz pensar. Pensemos nas lágrimas de tantas mães que perdem um filho ou uma filha deficiente. Pensemos na densidade do amor que se vive para com alguém que está dependente. Sem que se afirme o limite humano como algo de desejável, a capacidade de o acolher e de a ele se dedicar é, quantas vezes, fonte de uma maior intensidade humana do que quando tal não é necessário!... O que é mais humano: desfazer-se de uma vida porque ela tem limites, ou dedicar-se a ela com os limites que comporta?
Pensemos então: o amor depende da intensidade, do tempo e dos gestos que somos capazes de votar aos outros! Nesta sociedade, hedonista, que busca todos os sucessos, não afirmamos tantas vezes que o melhor para alguém com limites humanos é ver esses limites terminados? Que a morte, por exemplo, aparece como um bem? Então porque chora tanta gente, com uma dor compungida, a perda daquele que amava? É que, na verdade, não dependemos dos nossos sucessos ou insucessos, das nossas perfeições ou imperfeições, mas sim do amor com que amámos ou fomos amados