O que dizem os jornais

Na cauda da Europa

A maioria dos portugueses (53%) nunca utilizou um computador, apenas 28% navega regularmente na Internet e só um terço dos trabalhadores usa tecnologia digital na actividade laboral. Estes são os principais factores que fazem com que Portugal esteja na cauda da Europa em matéria de conhecimentos básicos de informática, revela um estudo da Eurostat.
Apenas 21% dos portugueses revelaram ter conhecimentos de informática "elevados", 16% mostrou ter um nível "médio" e 9% "fraco".
Os dados do instituto europeu de estatística Eurostat revelam que a esmagadora maioria (83%) dos jovens portugueses entre os 16 e 24 sabem trabalhar com um computador, percentagem que desce para 51% no grupo etário entre os 25 e 54 anos. Não há informação sobre a população com mais de 55 anos.
O estudo da Eurostat foi realizado em finais de 2005 e tem por base um inquérito à população da UE entre os 16 e 74 anos. Em termos gerais, os resultados não são animadores para os dirigentes europeus, já que um terço (37%) da população da UE não sabe trabalhar com computadores. A Dinamarca (90%) e a Suécia (89%) são os países com uma população mais habilitada a nível informático.

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250 € em explicações


As famílias portuguesas gastam entre 200 a 250 euros por mês em explicações do 12º ano, segundo um estudo inédito realizado por investigadores da Universidade de Aveiro, que põe em causa o princípio da equidade no acesso à educação, segundo revela o Jornal de Notícias.

Para o efeito, os investigadores organizaram um inquérito por questionário, que tem sido respondido por todos os alunos do 12.º ano das quatro escolas secundárias locais.

Um dos resultados já apurados é que 62% dos alunos recorre a explicações e tem cerca de 10 horas semanais de aulas particulares, o que obriga as famílias a desembolsarem entre 200 a 250 euros por mês.

Segundo o investigador Alexandre Ventura, ao contrário do que acontecia há alguns anos, não são apenas os alunos mais fracos que recorrem ao apoio pedagógico fora da escola.

«Hoje, são muitos os alunos bons que precisam de explicações, porque 18 valores não lhes chegam para os cursos de grande peso social, como Medicina ou Arquitectura», realçou.