O que dizem os jornais

 

O Islão na Itália

Luigi Accattoli, jornalista italiano do «Il Corriere della Sera», recolheu num livro 150 histórias de boas relações com o islão na Itália, convencido de que «a boa convivência é frequente, mas é raro que alguém a conte».
«As histórias me vinham espontaneamente às mãos – observa Accattoli –: bastava que eu, ao chegar a uma cidade, ou a uma paróquia de Roma, por exemplo, para dar uma conferência, perguntasse: Conheceis algum muçulmano que vive pacificamente e se integrou bem? A resposta era imediata: vá a esta associação, fale com este voluntário de Cáritas, visite esta livraria, etc.».
Daí a chegar a conhecer histórias de boa convivência há um breve percurso: «Por exemplo, a descoberta de sete muçulmanos que estudam na Universidade Gregoriana, de um que trabalha no Vaticano, de outro que é sacristão numa paróquia de Milão, de imigrantes muçulmanos que chegaram a ser dirigentes de Cáritas, prefeitos, responsáveis por departamentos das Associações Cristãs de Trabalhadores Italianos, etc.», explicou o jornalista. Uma coisa são os muçulmanos religiosos, outra os fundamentalistas, políticos e terroristas.

Violência doméstica

Mais de sete mil mulheres portuguesas apresentaram queixa de violência doméstica nos primeiros seis meses deste ano. Segundo informações divulgadas pela Estrutura de Missão Contra a Violência Doméstica (EMCVD), organismo da Presidência do Conselho de Ministros que coordena a luta contra estes problemas, 3903 mulheres fizeram queixa na PSP e 3325 na GNR. No ano passado, mais de 15 mil mulheres denunciaram situações de violência doméstica às autoridades, representando uma diminuição face a 2003, em que se totalizaram mais de 17 mil queixas.
Este é um problema de educação e de cidadania de que .não são só vítimas as mulheres mas também muitos homens. Só que estes ainda têm vergonha de apresentar queixa.