O que os jornais dizem

Diagnóstico negro

No Relatório Anual de Saúde 2005, intitulado "Para que todas as mães e crianças contem", a Organização mundial de Saúde alerta para a necessidade de eliminar "os entraves financeiros ao acesso aos cuidados de saúde", que em muitos casos traçam a diferença entre a vida e morte.
Todos os anos morrem 529 mil mulheres por complicações de saúde relacionadas com a gravidez ou o parto. A cada ano, 3,3 milhões de bebés nascem já sem vida e mais de quatro milhões morrem nos primeiros 28 dias. Outros 6,6 milhões de crianças não chegam a completar o quinto aniversário.
"Para conseguir a protecção financeira que deve acompanhar o acesso universal, os países têm de abandonar a cobrança de taxas aos utentes, sejam estas oficiais ou não, e generalizar os esquemas de pagamento antecipado e de criação de fundos de solidariedade", defendem os autores, para quem a introdução destas taxas "não é uma solução viável para a falta de verbas no sistema de saúde".

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Metade da vida com doenças

Os homens portugueses passam cerca de metade da vida com doenças, enquanto as mulheres vivem 76% do tempo com qualidade de saúde, revela um estudo sobre os «Anos saudáveis de vida», divulgado em Bruxelas.

Os dados, recolhidos em 2003 pelo Eurostat, a agência estatística da UE, explicam que dos 74,2 anos de esperança de vida dos homens portugueses, apenas 53% é vivida sem doenças que prejudicam a qualidade de vida, um número inferior à média europeia (61%).

O cenário coloca Portugal em 14º lugar entre os 19 países comunitários analisados, ultrapassando apenas a Finlândia - onde os homens vivem somente 40% da vida sem problemas de saúde -, Hungria (47), França (48), Reino Unido (51) e Suécia (52), mas onde também a esperança de vida masculina é maior, à excepção dos húngaros.

Os mais saudáveis são os cipriotas (que vivem 76% da vida sem doenças), os belgas (73%), os italianos (71%) e os checos e os espanhóis (68%).