Da acção à intervenção

Na sociedade, nem sempre os cristãos têm tido a actuação mais adequada. Esta é uma das ideias que ganhou corpo na IV Semana Social, que decorreu de 15 a 17 de Novembro. 250 pessoas, reunidas na Igreja de Picassinos, Marinha Grande, de todas as dioceses de Portugal, analisaram o estado e os problemas da sociedade portuguesa.
"Os cristãos não se devem ficar pela acção social e devem passar também para a intervenção social", afirmou, à Agência Ecclesia, Acácio Catarino. Segundo este membro da Comissão Coordenadora Nacional da Semana Social, predominou, nos trabalhos, a ideia de que "os cristãos não têm tido uma intervenção regular, em diferentes instituições e âmbitos, na promoção dos direitos e deveres do cidadão".
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Desta forma, foi apresentada uma proposta para organizar grupos de intervenção social onde estes não existam; e onde já existem, ajudar à sua dinamização.
Dos trabalhos, que decorreram entre Sessões Plenárias, de manhã, e trabalhos de grupo, de tarde, há também outros pontos, que foram apontados como relevantes, nas análises efectuadas. Entre eles, os problemas processuais da Justiça, nos tribunais. Outros problemas sublinhados nesta IV Semana Social foram os relacionados com a exclusão social, como a pobreza ou o abandono. Para Acácio Catarino, "há ainda muitos problemas de cidadania sem resposta".

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