Vítimas dos incêndios
| Como quase todos os nossos leitores
tiveram ocasião de ouvir e ver, este mês de Agosto foi terrível no que respeita aos
incêndios. E a nossa Diocese foi talvez a que mais sofreu. Lembro os concelhos de Pombal,
Pampilhosa da Serra, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Poiares,
Miranda do Corvo, Coimbra, etc. que viram grande parte das suas florestas e até casas e
arrumos ardidos. A Diocese está pois a lançar uma «cadeia de solidariedade» para ajudar a minimizar as situações mais dramáticas. «Algumas pessoas perderam tudo o que haviam granjeado ao longo de muitos anos de trabalho. Agora precisam de recomeçar a vida em condições bastante adversas. Por isso, urge dar as mãos àqueles que mais precisam da nossa ajuda», refere uma nota subscrita pelo Vigário Geral da Diocese, monsenhor Leal Pedrosa. O texto realça que, quer o Bispo de Coimbra, quer a Vigaria Geral, «têm acompanhado com pesar os numerosos incêndios» que têm fustigado a região, e, que a Diocese se «irá empenhar em criar uma cadeia de solidariedade, sensibilizando pessoas e instituições para a necessidade de acudir aos que foram vítimas». |
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São vários os sinais de preocupação deixados pelos responsáveis da Igreja Católica relativamente à vaga de incêndios que está a varrer Portugal de Norte a Sul.
D. Carlos Azevedo, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), foi uma das vozes críticas, lamentando a falta de prevenção e o espectáculo mediático dos incêndios. O cenário vivido no país é, segundo o prelado, a mostra da nossa « incapacidade de organização eficaz para combater males radicados e habituais. Parece haver interesses escondidos e falta de prevenção».
«O que mais dói é que pouco aprendemos, não há uma cultura da responsabilidade e cada ano parece que estamos piores», lamenta.
Em reacção à calamidade que assola o país, a Cáritas Portuguesa já está ao lado populações vítimas dos recentes incêndios, em colaboração com as Cáritas Diocesanas das áreas mais atingidas.