Imigrantes

Todos sabemos que as crises económicas afectam sobretudo os mais fracos. É o que se passa com um número significativo de idosos e doentes e sobretudo com os imigrantes sem trabalho e sem papéis.

Sintoma disso são as vozes que se têm feito ouvir nos últimos tempos da necessidade de legalizar e proteger estes seres humanos indefesos.

A Provedoria de Justiça mostrou-se contra a recusa das juntas de freguesia em passarem certidões a imigrantes ilegais em Portugal. O presidente da República tem chamado a atenção para as injustiças cometidas contra estes homens e mulheres que aqui chegaram já há alguns anos quando eram precisos mas que em tempo de crise são excluídos.

Organismos civis e religiosos têm-se esforçado por ajudar mas esbarram na burocracia. É preciso mudar a lei da Nacionalidade. Há centenas de pessoas que já nasceram em Portugal e não são reconhecidos como portugueses.

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Os recentes indicadores sobre a xenofobia em Portugal devem ser um motivo de preocupação para todos nós. Portugal é o quarto país da União Europeia que mostra mais resistência à imigração. As reservas são manifestadas por um em cada seis portugueses.
Ora, nós somos tradicionalmente um país de emigrantes. Há compatriotas nossos em todas as partes do mundo. Ainda hoje muitos portugueses continuam a procurar trabalho e melhores condições de vida noutros países. E somos um país católico, isto é, aberto ao mundo. É pois uma vergonha o que se está a passar.

                                                                                                                                                                                                                  M. V. P.