Guerra e paz

E aí está a guerra. Apesar dos esforços diplomáticos do Vaticano junto de Sadam e de Bush, assim como de outras personalidades importantes, não foi possível parar a máquina belicista.

O Vaticano condenou a ação militar dos EUA no Iraque. "O Vaticano expressa profunda dor pelos últimos acontecimentos no Iraque", disse o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls.
Líderes da Igreja Anglicana também criticaram. O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, disse que o mundo entrou num "terreno novo perigoso". Em Genebra, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne 342 confissões religiosas cristãs de cem países, disse que o ataque é "imoral, ilegal e imprudente".

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Mas os senhores da guerra não ouvem ninguém. Nem sequer o povo anónimo que, segundo as sondagens, em quase todos os países está maioritariamente contra esta guerra.

Claro que os argumentos para intervir no Iraque são de peso: Sadam é um ditador que esmaga os direitos fundamentais do seu povo; é capaz de ter armas de destruição maciça; não tem colaborado com os inspectores da ONU. Mas há muitos outros ditadores no mundo! E os nobres ideais da liberdade e da democracia, só por si, não legitimam uma guerra.
Teria sido bom esgotar as oportunidades da diplomacia e reconhecer o poder da ONU. Infelizmente, não foi assim e os Estados Unidos puseram em andamento a sua máquina. E aí estão as vítimas mortais, que na altura em que escrevemos, dia 23, já são umas dezenas.
A nós cristãos compete-nos rezar para que a guerra seja breve. De outro modo os americanos e ingleses arrasarão tudo o que os impedir de dominar Bagdad. E que esta guerra não deixe feridas insanáveis nas relações entre muçulmanos e cristãos.

                                                                                                                                                        M. V. P.