As vítimas da guerra

São cada vez mais intensas as diligências do Presidente americano no sentido de convencer o mundo da necessidade de um ataque ao Iraque. As razões apresentadas são simples: posse de armas de destruição massiva nas mãos de um ditador perigoso; necessidade de deter a produção de tal armamento; urgência de castigar e retirar do poder governantes criminosos.

De quem nunca se fala é das vítimas inocentes das guerras ou quando muito fala-se em "efeitos colaterais". E, no entanto, são os inocentes quem mais sofre com as guerras.

Ainda há pouco representantes das Conferências Episcopais da Europa e da América do Norte estiveram reunidos com membros da Santa Sé e das Igrejas locais de Israel para tentarem encontrar formas concretas de ajudar os cristãos da chamada Terra Santa, onde a guerra destrói vidas e haveres sem qualquer trégua ou contemplação.

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Este é já o 3.º encontro internacional de bispos católicos que tem também por objectivo encontrar uma estratégia comum para conseguir a paz e a reconciliação naquela região, onde Cristo nasceu e viveu.

A guerra no Iraque só virá aumentar os ódios entre palestinos e israelitas e, por outro lado, tornará ainda mais difícil a vida das populações do Iraque, já extenuadas por várias guerras e por 12 anos de embargo comercial.

Esta a razão por que devemos continuar a pedir a Deus que ilumine os dirigentes das nações a encontrarem outros caminhos para a paz.

                                                                                                                                M. V. P.