O Papa e a absolvição geral

O Vaticano divulgou uma nova Carta Apostólica de João Paulo II , "A misericórdia de Deus", sobre alguns aspectos da celebração do sacramento da Penitência.

O texto retoma a intenção, já expressa na "Novo millenio ineunte", de relançar o sacramento da Reconciliação.

Esta Carta Apostólica quer prevenir, de forma clara, «a tendência ao abandono da confissão pessoal» e «o recurso abusivo à absolvição geral ou colectiva». Para isso pede aos bispos que recordem aos ministros do sacramento da Penitência a doutrina católica sobre a matéria: a necessidade da confissão individual e íntegra (exceptuando os casos de impossibilidade física ou moral); e, para quem tem cura de almas, a obrigatoriedade de providenciar para que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que de modo razoável peçam para se confessar.

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Pede-se mesmo a todos os sacerdotes com faculdade para tal que se mostrem sempre e plenamente dispostos a administrar o sacramento da Penitência sob pena de revelarem «um doloroso sinal de carência de sentido pastoral».

Noutro passo, reprova-se «qualquer costume que limite a confissão a uma acusação genérica ou somente de um ou mais pecados considerados significativos», recomendando-se também a confissão dos pecados veniais.

Quanto à absolvição colectiva, a Carta "Misericórdia de Deus" chama a atenção para o seu carácter «excepcional». Especifica, por isso: «trata-se de situações objectivamente excepcionais, como as que se podem verificar nos territórios de missão ou em comunidades de fiéis isolados, onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano, ou quando as condições de guerra, meteorológicas ou outras circunstâncias semelhantes o consintam».

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