Se o Estado não é capaz de governar o que é seu, como governar uma obra que tem uma pedagogia muito própria, como é reconhecida por eminentes professores universitários, que dela se serviram para defender as suas teses de doutoramento, como ainda sucedeu há quinze dias com a obra do Prof. Doutor Ernesto Candeias Martins, apresentada na Casa do Gaiato do Tojal, onde o próprio Presidente da República lhe reconheceu o mérito e o trabalho que tem feito pela juventude de Portugal.
A(os) iluminada(os) inspectores, com o seu terrífico relatório, quase só faltou dizer que os gaiatos estão num campo de concentração nazi, aonde não há liberdade e que quase são condenados à morte, só não dizendo que existem câmaras de gás.
Pai Américo, logo no início, disse que a Obra é uma Porta Aberta. É verdade, é mesmo uma Porta Aberta, mas não invalida que como qualquer quinta, esteja murada. À noite a porta é fechada, todos nós fechamos as nossas portas de casa.
Mas para desmistificar tal afronta, alguns fogem, mas, pouco depois, a falta da mesa farta e a fome que aperta, regressam.
A estes abutres que atacam tão grandiosa obra, não se sabe com que fins, talvez à espera de uns tachos, com que nos últimos anos os governos ditos democráticos, procuram para os seus boys, mas para que não estão preparados, porque não é obra idealizada como a que Pina Manique, com o respeito e sem ofensa para tão grande figura nacional e pelos que a servem, com amor e carinho, apesar das ervas daninhas que possa haver, como em todas as obras, criou, toca de elaborar relatórios cheios de mentiras. A estes «senhores», com s minúsculo, porque, até este, é mal empregue em tal gente, perguntamos-lhes, se leram o artigo do jornalista do Público, do dia 18 do corrente mês, António Marujo, com o título: Quem itrspeccioria os inspectores?
Se não leram, leiam-no e talvez eu vos deixe de chamar ignorantes, porque é o mínimo que um filho de uma obra, que me fez e a muitos mais, homens úteis ao País, vos poderá chamar.
João Hingá (Antigo gaiato)