Fome no mundo
| Quase metade da população mundial ainda
sofre da pobreza e os países estão a falhar os compromissos de reduzir a miséria, que
prometeram pôr em prática até 2015. Em todo o Mundo morrem 1200 crianças por hora, ou cerca de 900 mil por mês, devido à pobreza, revela o relatório do desenvolvimento humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Por mês, e durante todos os meses do ano, isto é o equivalente a três tsunamis como o que atingiu o Sudeste asiático em Dezembro. Mas este tsunami tem um nome: chama-se pobreza. Os números não ficam por aqui. Hoje, 2,5 mil milhões de pessoas vivem só com dois dólares diários, mais de mil milhões não têm acesso a água potável e 2,6 mil milhões não possuem saneamento básico. Os autores do documento consideram que "está a ser quebrada" a promessa feita há cinco anos a todos os pobres do Mundo de reduzir a pobreza para metade até 2015. |
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A poucos dias da Cimeira da ONU, o relatório de 2005 do PNUD avisa logo na introdução que não existem muitos motivos para celebrações e que a leitura do documento "é deprimente". Os «Objectivos de Desenvolvimento do Milénio»
a atingir nesse espaço de tempo , entre os quais se incluem a redução da pobreza extrema para metade, a diminuição da mortalidade infantil, a provisão de educação para todas as crianças do Mundo, a redução das doenças infecciosas e a promoção de uma nova parceria mundial para produzir resultados estão longe de ser conseguidos.O relatório atrás aludido, numa listagem de 177 países, designada por Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a performance dos Estados relativamente à esperança de vida, escolaridade e rendimentos, e que é a súmula dos relatos produzidos anualmente pela ONU, dá o primeiro lugar à Noruega pelo terceiro ano consecutivo. No fim da lista figura o Níger, que trocou de posição com a Serra Leoa. Guiné-Bissau, Chade, Mali, Burkina Faso, Serra Leoa e o Níger colocam-se, por esta ordem, nos últimos seis dos 177 lugares da lista mundial. Portugal ocupa a 27.ª posição.
M. V. P.